alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







venerdì 13 ottobre 2017

I CONGRESSO NACIONAL DE DIREITO DA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI, URCA, Iguatu








DIREITO, CINEMA E DIÁLOGOS CULTURAIS - I CONGRESSO NACIONAL DE DIREITO, URCA, Iguatu


פרשה בראשית

פרשה בראשית

בראשית ברא
 אלהים את השמים ואת הארץ

שבת שלום

ADDIO LUGANO BELLA (di Pietro Gori, 1895) con G. Gaber, E. Jannacci, L. Toffolo, O. Profazio, S. Pisu



ADDIO LUGANO BELLA
(di Pietro Gori, 1895)

con
Giorgio Gaber, Enzo Jannacci,
Lino Toffolo, Otello Profazio e Silverio Pisu

Addio Lugano bella
o dolce terra pia
scacciati senza colpa
gli anarchici van via
e partono cantando
con la speranza in cor.
E partono cantando
con la speranza in cor.

Ed è per voi sfruttati
per voi lavoratori
che siamo ammanettati
al par dei malfattori
eppur la nostra idea
è solo idea d'amor.
Eppur la nostra idea
è solo idea d'amor.

Anonimi compagni
amici che restate
le verità sociali
da forti propagate
è questa la vendetta
che noi vi domandiam.
E questa la vendetta
che noi vi domandiam.

Ma tu che ci discacci
con una vil menzogna
repubblica borghese
un dì ne avrai vergogna
noi oggi t'accusiamo
in faccia all'avvenir.

Noi oggi t'accusiamo
in faccia all'avvenir.
Banditi senza tregua
andrem di terra in terra
a predicar la pace
ed a bandir la guerra
la pace per gli oppressi
la guerra agli oppressor.
La pace per gli oppressi
la guerra agli oppressor.

Elvezia il tuo governo
schiavo d'altrui si rende
d'un popolo gagliardo
le tradizioni offende
e insulta la leggenda
del tuo Guglielmo Tell.
E insulta la leggenda
del tuo Guglielmo Tell.

Addio cari compagni
amici luganesi
addio bianche di neve
montagne ticinesi
i cavalieri erranti
son trascinati al nord.
E partono cantando
con la speranza in cor.

I DREAMED A DREAM - Anne Hathaway (Les Miserables)



I DREAMED A DREAM
(Anne Hathaway - Les Miserables)

I dreamed a dream in time gone by
When hopes were high and life worth living,
I dreamed that love would never die
I dreamed that God would be forgiving.

Then I was young and unafraid,
When dreams were made and used and wasted.
There was no ransom to be payed,
No song unsung, no wine untasted.

But the tigers come at night,
With their voices soft as thunder,
As they tear your hope apart
As they turn your dreams to shame

He slept a summer by my side.
He filled my days with endless wonder,
He took my childhood in his stride,
But he was gone when autumn came.

And still I dreamed he'd come to me
And we would live the years together,
But there are dreams that cannot be
And there are storms we cannot weather.

I had a dream my life would be
So different from this hell I'm living
So different now from what it seemed
Now life has killed the dream


I dreamed.

sabato 7 ottobre 2017

SOMOS PROFESSORES INCAPAZES?

SOMOS PROFESSORES INCAPAZES?
por Pietro Nardella-Dellova
Não fomos suficientemente capazes para promover uma educação "real" de caráter democrático, plural e humanista. Falamos muito, e de modo vazio de sentido. Pensamos em "cursos preparatórios e superficiais" e não de formação substancial e vertical. Formamos "ingressos" na OAB e não Juristas, porque lhes oferecemos apenas cursos de "advocacia" e não de Ciências Jurídicas e Sociais. Nossos cursos são repetitivos e osmóticos e não realmente de "ensino, pesquisa e extensão"...
Isso que aí está, essa coisa gosmenta universitária, não é bastante para aguentar e resistir ao tranco fascista em pleno movimento, ou para combater os retrocessos visíveis e, sequer para entender a ruptura que ocorreu com o impeachment. Não tinha a ver com Dilma ou seu governo em si, mas com a intolerância aos projetos de caráter social e econômico, levados - ou não, a efeito prático. Isso que aí está, essa gosma toda, é resultado de um "modus" noveleiro, futebolístico, neopentecostal e raso de agir (e pouco pensar). A grande maioria, incluindo a universitária, pensa economia, política e direito, do mesmo modo que pensa novela, futebol e neopentecostalismo!
Passamos tempo demais falando mal de Adam Smith, Ricardo ou, de outro lado, de Marx, Engels e Guevara. Ninguém estudou esses "caras" realmente e, muito menos, para Congressos, Encontros e Seminários, geralmente babacas e importantes apenas para CV Lattes e pontuação (baremas) de Concursos Públicos. O "papo" começa e termina nesses eventos masturbatórios.
Nossos alunos e alunas não conhecem Literatura acadêmica e universitária de peso e substância. Conhecem resumos, sinopses, resumões e esquematizados - são cérebros desfeitos, criatividade interrompida e almas perdidas completamente.
Por isso mesmo, idiotas de todos os níveis (e interesses) conseguem falar em pênis no MAM (quando a Mostra não se referia a pênis e, muito menos, a pênis exposto para crianças); por isso mesmo, idiotas de todos os níveis (e interesses), babando, falam de "combate à corrupção" e "guerra contra as drogas", e outros idiotas querem ouvir Bolsonaro, Dória e coisas tais. Por isso mesmo idiotas de todos os níveis e posições bateram panelas contra a Constituição Federal. Por isso mesmo, por desgraça, a ideia de democracia se perde e, na melhor das hipóteses, outros trinta anos serão necessários para que alguma luz se veja no fundo do túnel.
(Pietro Nardella-Dellova)

*
*

giovedì 5 ottobre 2017

A PROPÓSITO DO SUICÍDIO DO PROF. LUIZ CARLOS CANCELLIER DE OLIVO

A PROPÓSITO DO SUICÍDIO DO PROF. CANCELLIER
por Pietro N-Dellova
 
Faz poucos dias, o Prof. Luiz Carlos Cancellier de Olivo, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, foi vítima de uma operação policial-midiática (é o nome que dou a tais operações, cujos agentes têm, de um lado a Constituição Federal e, de outro, uma Revista semanal e, sem qualquer vergonha, escolhem a Revista como orientadora de seus atos).

 O Prof. Cancellier foi preso, midiaticamente, exposto e humilhado - tratado como "lixo", sem qualquer prova de ter cometido qualquer ato desviante. Era inocente. Mas, para ele, um militante contra a ditadura militar e uma alma aberta para questões humanistas, o golpe policial-midiático foi demais. Humilhado, suicidou-se!

Desde o momento em que o PSDB, nas pessoas do deputado Carlos Sampaio e senador Aécio Neves, perdedores na Eleição de 2014, pediram "recontagem dos votos" e, na boca de Aloysio Nunes, quando disse que faria o governo Dilma sangrar - o que realmente fizeram até o "inconstitucional" impeachment, tomando o poder, junto com o PMDB, onde estão até hoje (não pelo voto popular, insistamos nisso!), eu venho proferindo várias palestras sobre o "processo" de ruptura em andamento. Proferi três palestras na Universidade São Francisco, uma na UNICAMP, três na Faculdade Padre Anchieta e outra, ainda, na URCA, além de debates especiais sobre o assunto "ruptura". Em todas, insisti e insisto em um ponto: há um processo de ruptura em curso e, nele, as forças mais conservadoras (e perdedoras nas urnas) não tiveram qualquer vergonha em rasgar a Constituição Federal.

Rompido flagrantemente o "Pacto Constitucional" e, com ele, levado a efeito o esmagamento de "Direitos Fundamentais", o que estamos assistindo é apenas o desdobramento consequente de um estado fascista em funcionamento. Tenho advertido as pessoas que me leem e ouvem que entre a Constituição alemã (Weimar) de 1919, um dos marcos de civilidade, e o início da guerra nazista, em 1939 - a bestialidade, há 1935: as Três Leis de Nuremberg, promotoras de ruptura e preparadoras do caminho nazista.

O Prof. Luiz Carlos Cancellier de Olivo é uma das vítimas desse estado de coisa em curso. Notem: é uma das vítimas - há outras, em áreas diversas! A humilhação a que foi submetido o Prof. Cancellier só é compreensível em um Estado fascista e, somado a outras forças presentes, também nazista. Em um Estado democrático jamais alguém seria conduzido coercitivamente, preso indevidamente, condenado sem provas, preso ilegalmente para ser submetido à tortura (delação premiada), entre outros fenômenos nazi-fascistas!

Ontem mesmo apliquei uma Prova, com cinco questões, aos meus alunos e alunas da Cadeira de "Direitos Fundamentais". A última das questões tratava da aplicação imediata das normas de direitos fundamentais (Artigo 5º, § 1º da CF/88). Disse aos estudantes: "essa é a questão que me interessa mais e quero saber exatamente como vocês respondem a isso...".

O sangue do Prof. Cancellier não está em minhas mãos, pois nas minhas manifestações docentes, desde sempre, coloquei-me contra a ruptura (tenho motivos pessoais, constitucionais e intelectuais para me opor a qualquer Estado nazista, fascista e autoritário!). O Brasil hoje é um Estado fascista - e isso está desavergonhadamente claro! Não tenho armas (ainda!) - tenho gizes, meus textos e microfones. Tenho (ainda), também, os primeiros dezessete artigos da CF/88. Uso, então, gizes, textos, microfones e a CF/88 com dignidade democrática, responsabilidade e honradez docente!

A humilhação e prisão indevida, bem como a morte do Prof. Cancellier, além de fazer parte do modus operandi fascista instalado no Brasil com o, insisto, inconstitucional impeachment de Dilma Rousseff, não é fato único nem isolado - há outros e, mantendo-se o atual estado de coisa, haverá outros tantos.

(Pietro Nardella-Dellova)
 

Prof. Luiz Carlos Cancellier de Olivo, na UFSC


sabato 9 settembre 2017

BRASIL E A CARA DO BRASIL OU, DOS BURROS, DOS ESGOTOS E DOS EJACULADORES, por Pietro N-Dellova

BRASIL E A CARA DO BRASIL OU, DOS BURROS, DOS ESGOTOS E DOS EJACULADORES
por Pietro Nardella-Dellova

Os irmãos Batista, a família Odebrecht, Eike Batista, Camargo Correia, OAS, com seus executivos (apenas para citar alguns exemplos de uma longa lista), são a expressão máxima do empresariado brasil(eiro) e da "elevada" categoria dos seus executivos! Sabemos todos, ainda que a nossa má-fé queira esconder, que o empresariado brasil(eiro) é isso mesmo, bem como os executivos por eles contratados. Não há neles (refiro-me aos empresários e seus executivos) qualquer projeto inteligente, criatividade, proatividade econômica, elegância, refinamento ético, cultura e espírito estratégico. Aliás, sequer domínio da Língua Portuguesa. Adoram o Estado (a seu favor) e do Estado tiram tudo o que querem. Skaf é outro exemplo.

Durante muitos anos atuei na mediação entre trabalhadores e empresários (nos encontros anuais com a FIESP), ora como advogado sindicalista e do operariado, ora como gerente e diretor de empresas. Também, como professor, tive alunos e alunas do empresariado e dos trabalhadores. Às vezes, entre um café e outro, era inevitável a pergunta que eu silenciosamente me fazia: "de onde saíram tantos estúpidos e babacas assim?".

Por outro lado, tipinhos como Temer, Geddel, Jucá, Padilha, Moreira Alves, Barbalho, Sarney, Cabral, Raupp, Lobão, Renan, Henrique Alves, Eduardo Cunha (todos do PMDB), Agripino, Maia (do DEM), Aécio Neves, Cunha Lima, Carlos Sampaio (do PSDB), Maluf, Marcos Feliciano, Bolsonaro, Collor de Mello, Crivella (todos de todos os partidos), entre outros, são agentes nascidos, formados, alimentados e mantidos no (e pelo) esgoto.

Ainda, ligado a todos os lados, Lula não é, nem foi, de esquerda. O problema de Lula não é a falta de "estudos formais" ou de diplomas (muitos empresários, executivos e políticos, acima citados, também não tem educação formal e não poucas vezes são mais burros que Lula), mas, a questão é a sua falta de leitura e de formação na esquerda! Lula nunca leu coisa alguma de esquerda e, enquanto sindicalista, jamais atuou para emancipação sindical e, muito menos, para um anarcossindicalismo. Lula me interessa, para essa análise, enquanto agente político (não como investigado em processos crimes, pois para os tais minha formação jurídica exige provas, e provas não há - até agora!). Como político desconstruiu a esquerda, enfraqueceu os movimentos sociais, apresentou-se como alternativa e traiu até as notas de rodapé da esquerda. O PT de Lula está morto, e não é de hoje, mas desde que Dilma foi imposta (por duas vezes), e desde a certeza de que não há nomes suficientes nesse partido.

Vejam, parece estranho o que vou dizer, mas eis: o PT está morto, mas o PMDB não! Porque o PMDB é o esgoto, sabe viver no esgoto, lida bem no esgoto, oferece esgoto e seus eleitores são, igualmente, do esgoto. O PT de fato não nasceu no esgoto, mas de lutas sindicais no ABC Paulista, porém não teve pudores para conhecer o esgoto, apoiar o esgoto e trazer o esgoto para o poder central. Para refletir: os 51 milhões nas mãos do Geddel dariam para construir, em um conta rápida, 300 casas populares e reconhecer moradia digna a mais ou menos 1500 pessoas! Geddel é o esgoto que Lula, e seu PT, trouxeram para o poder! Enfim, o PT não quis romper, mas manter o "status quo".

O resto, bem, o resto é a atuação miserável (e programada) de fulanos, sicranos e beltranos, como Sérgio Moro, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, (representantes de um Judiciário abobalhado e espertinho demais) de um despirocado Dória babão, e um país melancólico (que vive de lamber a própria bandeira, cantar o hino nacional com lágrimas nos olhos e mão sobre o peito, e falar mal da vida alheia), sem perspectivas, revolvedor de porcarias, futebol, novelas, jornalismo vendido, vendedores de diplomas (ah, quantos cursos, entre os quais, de Direito, foram abertos e apoiados por estelionatários que se aproveitaram financeiramente de um tipo de discursinho vagabundo do "anel de formatura" e enriqueceram!), estelionatários neopentecostais e ejaculadores, muitos ejaculadores, nas vias públicas!


Pietro Nardella-Dellova, Doutoramento em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense, UFF, RJ (em Defesa da Tese “Ideias Libertárias no Direito Civil: Propriedade); Mestrado em Direito pela Faculdade de Direito da USP (A Crise Sacrifical do Direito); Mestrado em Ciência da Religião pela PUC/SP (A Palavra como Construção do Sagrado: Um estudo do Retábulo de Santa Joana Carolina, de Osman Lins); Pós-graduado em Direito Civil e Processo Civil (Direitos da Personalidade); Pós-graduado em Literatura (O Grau Zero da Palavra e Outros Graus); Formado em Filosofia (Política e Direito) e Bacharel em Direito; Pesquisador bolsista pela CAPES na área de Direitos Humanos e Judaísmo, na PUC/SP. É Professor de Direito Civil, Processo Civil, Direitos Humanos e Literatura, desde 1990 em graduação e pós-graduação; Professor da Pós-graduação da ESA - Escola Superior da Advocacia. Professor da Pós-graduação na EMERJ – Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Professor visitante de Direito Hebraico na Faculdade de Direito da USP. Professor de Direito Civil e Direitos Humanos na Universidade Franciscana desde 1994. É autor de vários livros e capítulos de livro, bem como coordenador e organizado do livro ‘Antropologia Jurídica: uma contribuição sob múltiplos olhares” (2017). Membro da UBE. Membro do Grupo Martin Buber, de Roma, para o diálogo entre palestisnos e israelenses. Membro  dell’Associazione sócio-culturale Notre Napul’a Visionaire, Napoli, e Membro da Accademia Napoletana.  Consultor em Direito nos USA, Itália e América Latina. Coordenou Faculdades de Direito e Cursos de Pós-graduação, de 2002 a 2011. Atua, ainda, em Investigazioni Civili e Criminali, em Milano, Itália.


*
*

giovedì 10 agosto 2017

ANTROPOLOGIA JURÍDICA: UMA CONTRIBUIÇÃO SOB MÚLTIPLOS OLHARES


Está chegando o nosso 

ANTROPOLOGIA JURÍDICA: 
UMA CONTRIBUIÇÃO SOB MÚLTIPLOS OLHARES

coordenação de Pietro Nardella Dellova

Palestras com Pietro Nardella Dellova






A OPÇÃO CONSTITUCIONAL DE PAÍS A PARTIR DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS, com Pietro Nardella Dellova


A EMANCIPAÇÃO DA PESSOA HUMANA NO DIREITO CIVIL A PARTIR DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS, com Pietro Nardella Dellova


O DIREITO DE PROPRIEDADE E O DIREITO À MORADIA, com Pietro Nardella Dellova


O PEC 241 e a DESCONSTRUÇÃO DO ESTADO SOCIAL, com Pietro Nardella-Dellova


Minicurso DIREITO CIVIL CONSTITUCIONAL, com Pietro Nardella Dellova


giovedì 3 agosto 2017

POR QUE TEMER CONSEGUIU SOBREVIDA ONTEM?

POR QUE TEMER CONSEGUIU SOBREVIDA ONTEM?


No dia de ontem, na "histórica" sessão da Câmara dos Deputados, quatro ou cinco fatores (entre outros tantos) fizeram Temer se livrar, por enquanto, da aceitação de denúncia, de uma mais profunda investigação e, provavelmente, de um  afastamento da Presidência da República e condenação criminal consequente.


1) TEMER É CRIMINOSO HÁBIL E COMPROU APOIO. Antes de mais nada, Temer faz parte de uma organização criminosa (PMDB), de longa data conhecida, aliás, robustecida pelo PT quando fora levado ao ninho do poder. Aquilo foi como colocar uma raposa dentro do galinheiro... De qualquer modo, o Temer (com seus delinquentes ministeriais) não está aí de brincadeira. Seu modus operandi é violento e articulado. No presente caso, Temer comprou meio mundo com dinheiro público e, assim como fizera o PT outrora, comprou também aquele grupo (baixo clero) de Deputados (centrão), que funciona, como espelho de uma parte da sociedade lumpen (cérebro neopentecostal) e vorazmente comedora de carne podre!


2) A CLASSE MÉDIA É ACRÍTICA. O silêncio traidor da classe média, indicando que tanto faz se Temer fica ou não, pois essa parte da sociedade não está preocupada com "reformas" que atinjam negativamente os menos favorecidos, desde que não avance sobre seu próprio umbigo e falo, lugares físicos para onde a classe média olha - e se fixa, diuturnamente. A acriticidade da classe média, e seu silêncio, indicaram o desfecho da sessão de ontem. A classe média, meio que representada por PSDB e DEM, e que, por indiferença, apoia Temer, é burra demais para entender o que significa o "governo" Temer.


3) A ESQUERDA É ESTÚPIDA. A esquerda representada por alguns partidos (não me refiro ao PT, pois não é um partido de esquerda) e que, por sua vez, representa outra parte da sociedade, anda fazendo "movimento" pífio e desconexo. Não é uma esquerda amadurecida, mas, vitimada pelo lulismo dos últimos anos, tornou-se superficial, rasa e facebookiana. Não há gente muito robusta no cenário da esquerda e isso é visível no Congresso Nacional. Essa esquerda não sabe se articular, é meio infantil, ridicularizada e, não poucas vezes, caracterizada como "despirocada" e "maconheira". Uma rápida olhadela no cenário universitário nacional já é suficiente para sabermos que falta muita musculatura intelectual para a esquerda.


4) OS MOVIMENTOS SOCIAIS E SINDICATOS ESTÃO ENFRAQUECIDOS. Os movimentos sociais e sindicatos dos trabalhadores estão completamente exauridos, inicialmente pelo mesmo "fator" do lulismo e, depois (e por conta do pós-lulismo) perdeu completamente sua estratégia de luta e resistência. O cenário é medonho. Por exemplo, o MST desapareceu do cenário e, por sua vez, o Presidente da CUT não estava na porta do Senado contra a "reforma" trabalhista (que roubou ainda mais direitos dos trabalhadores), mas estava um dia depois dando apoio em manifestação ao Lula contra sua condenação curitibana. Houvesse movimentos sociais e sindicatos fortes e independentes, os mesmos estariam nas portas da Câmara ontem. É bom lembrar que os queimadores de pneus no dia de ontem fazem apenas parte de um grupo de babacas sem qualquer inteligência militante.


5) FACEBOOK. Todo berro via facebook, todo palavrão, toda manifestação (com direito a bonequinhos vomitando), não passam de joguinhos e brincadeirinhas em nossas mãos. Não é oposição real nem faz cócegas no Temer. Temer é real e seus opositores no facebook são irreais. Ele sabe disso. Não se faz resistência ou movimento emancipatório via essa ou aquela rede social, pois isso apenas demonstra que outra parte da sociedade (a que tem tempo para facebook) está doente, enferma e teve seu cérebro comido completamente... As redes sociais deveriam ser apenas instrumentos para comunicação rápida de ideias e articulação de encontros reais, e não concentração de "perfis" cagando ao vento (para lembrar um pouco das palavras de Bocage). Os cafés, as praças, os pátios, as cantinas, as ruas, as antessalas das salas de aula, a sala de aula, a porta das fábricas, as sedes dos sindicatos, os campos e outros espaços, deveriam ser lugares para gente crítica, inteligente e militante - não sobre uma privada com celular à mão...


(Pietro Nardella-Dellova)

*
*
*