alla Filosofia Dialogica, Letteratura, Relazioni Internazionali, Scienze Interculturali, Diritti Umani, Diritto Civile e Ambientale, Pubblica Istruzione, Pedagogia Libertaria, Torah, Kabballah, Talmude, Kibbutz, Resistenza Critica e Giustizia Democratica dell'Emancipazione.



ברוך ה"ה







venerdì 11 maggio 2018

NON CREDERE, con Mina


No, no, no non crederle,
non gettare nel vento
in un solo momento
quel che esiste fra noi
no, no, no, ascoltami
tu per lei sei un giocattolo
il capriccio di un attimo
e per me sei la vita
se lei ti amasse io
se lei ti amasse io
saprei soffrire e anche morire
pensando a te
ma non ti ama, no
lei non ti ama, no
ed io non voglio vederti morire per lei
no, no, no non crederle
non gettare nel vento
in un solo momento
quel che esiste fra noi
se lei ti amasse io
se lei ti amasse io
saprei soffrire e anche morire
pensando a te
ma non ti ama, no
lei non ti ama, no
ed io non voglio vederti morire per lei
ma non ti ama, no
lei non ti ama, no
ed io non voglio vederti morire per lei.

II Seminário – Atualidades e Perspectiva dos Direitos da Diversidade Sexual e de Gênero


II Seminário – Atualidades e Perspectiva dos
Direitos da Diversidade Sexual e de Gênero

PROGRAMA

25 de maio de 2018

8h – Conferência de Abertura
O Futuro da Democracia no Brasil: Desafios à Proteção dos Direitos Humanos e População LGBT
Pietro Nardella-Dellova (SP)

9h – Mesa I
Democracia, Feminismos, Direitos Reprodutivos e Diversidade Sexual e de Gênero

Democracia, Feminismos e Conservadorismo no Brasil
Eleonora Menicucci (SP)

Reconhecimento Jurídico dos Direitos Sexuais e os Direitos Reprodutivos
Sílvia Pimentel (SP)

Direitos Reprodutivos e Proteção às Diferenças Sexuais e de Gênero
Ana Carolina Mendonça (SP)

11h – Debates

11h30 – Conferência
Direitos de Gênero: Lutas por Identidade e Emancipação de Travestis e Transexuais
Giowana Cambrone Araújo (RJ)

14h – Mesa II
Trabalho, Relações de Trabalho e Direitos da Diversidade Sexual e de Gênero

Os Sentidos do Trabalho: Entre Capitalismo, proteção Social e Produção de Direitos
Márcio Pochmann (SP)

Direito do Trabalho e Subjetividades: Reconhecimento, Proteção Jurídica e Enfrentamento às Discriminações
Cláudia Patrícia Luna (SP)

Trabalho, Subjetividade e Diferenças de Gênero
Luiza Coppieters (SP)


16h – Debates

16h30min – Conferência de Encerramento
Proteção dos Direitos da Diversidade Sexual e de Gênero: Brasil, Argentina e Chile
Dimitri Sales (Brasil)
Isabel Amor (Chile)
María Rachid (Argentina)


martedì 1 maggio 2018

SEI LIBERO?


CLASSE TRABALHADORA E RESISTÊNCIA, Palestra e Diálogos com Pietro N-Dellova e Suze Piza


CLASSE TRABALHADORA
E
RESISTÊNCIA

Palestra e Diálogos
 
Prof. Pietro Nardella-Dellova
e Profa Suze Piza
 

dia 4/5, dass 17h às 18h30

_____

Evento promovido pelos Estudantes da FAC
da Faculdade de Direito Damásio
 
Rua da Glória, 195,  Liberdade, SP

SÃO PAULO EM RUÍNAS E EM FOGO, por Pietro Nardella-Dellova

SÃO PAULO EM RUÍNAS E EM FOGO
por Pietro Nardella-Dellova

Caiu um prédio, em chamas, lá em São Paulo. Seres humanos morreram!

Esta Cidade, por desgraça, não tem Prefeito. Dória, que assumiu, mesmo tendo sido derrotado nas Urnas por "brancos, nulos e não votos", jamais governou a Cidade. Passou esse tempo todo viajando, em "campanha presidencial", gravando vídeos, de quando em quando surrando moradores em situação de rua, espancando usuários de drogas, disputando, com os mesmos usuários, o foco das televisões na cracolândia e, por último, gravando vídeos em estado psicótico e babão quando da prisão de Lula. Dória é isso (e não, não representa São Paulo, pois perdeu as eleições, como acima dito!).

No lugar de Dória ficou um Bruno Covas (e, pelo amor dos deuses, o rapaz só tem o nome de Mário Covas, mas não é, de modo algum, em qualquer aspecto, incluindo a inteligência, o finado e saudoso Mário Covas!). Bruno Covas é uma nota de rodapé do João Dória, e uma vergonha para a memória de Mário Covas (a quem efetivamente apoiei em 1989). Mário Covas, estivesse vivo, já teria metido o pé na bunda de Dória.

São Paulo está assim: abandonada por João Dória, o babaca dos vídeos, e não administrada por Bruno Covas, o sombra! Enquanto isso, pessoas morrem nas suas Marginais violentas, suas ruas são intransitáveis, seus conflitos sociais aumentam, seus prédios, sem qualquer fiscalização, desabam em chamas.

E o pior, para a atual campanha ao governo do Estado, os brancos, nulos e não votos, continuam vencendo em primeiro lugar. No segundo lugar, concorrem, um babaca - João Dória, e outro babaca, Paulo Skaf - o senhor do ridículo pato amarelo.

Amar São Paulo, e amo São Paulo, não vale nada...
 
Pietro Nardella-Dellova
 
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NOTA IMPORTANTE


Prezados e prezadas, eu vivi muitos anos em São Paulo, desenvolvi minha carreira universitária e acadêmica em São Paulo. Ali, lancei meus primeiros livros e proferi minhas primeiras palestras.

Conheci gente boa, a quem apoiei e, com alguns dos quais, trabalhei. Cito Franco Montoro, Mário Covas, Erundina, Celso Daniel e alguns outros. Meus queridos Mestres, entre os quais, Goffredo da Silva Telles, são, ou foram, de São Paulo.

Confesso que, às vezes, quero usar palavrões (em italiano e em hebraico, a fim de ser mais poético) para amaldiçoar os paulistas e paulistanos, mas, estaria praticando uma injustiça. Os paulistas e paulistanos continuam sendo gente focada, trabalhadora e, quase sempre, carrega o país inteiro (do ponto de vista econômico). É o único lugar do Brasil, em que usuários de metrôs entram na escada rolante e ficam do lado, deixando outros andarem pelos degraus (sinal de: não atrapalhe nem impeça ninguém!).

Ademais, a grande maioria dos paulistanos não votou em Dória (nem em Bruno Covas). Eles ganharam por um erro de lógica formal!

Apesar disso tudo, acredito que os paulistas e paulistanos saberão organizar sua agenda política e seus representantes. Ao menos, espero! Lembro que São Paulo (Estado e Cidade) não é ideológica, mas pragmática, por isso está sempre testanto e elegendo figuras diversas (Marta, Erundina, Maluf, Haddad..., no Município; e Montoro, Quércia, Serra, Alckmin etc, no Estado).

Essa diversidade de candidados, tão diferentes entre si, demonstra um espaço polítcio pragmático, de busca por soluções imediatas de problemas. O paulista e o paulistano querem viver sua vida, desfrutando da maior economia do país e da América do Sul, bem como de sua Cidade, a mais pujante de todas, perdendo apenas para New York, Milano, Zurich, Tóquio! Não vou xingar paulistas e paulistanos (por uma questão de princípio e amor), mesmo tendo babacas como Dória e Bruno Covas na administração. Tenho certeza de que paulistas e paulistanos estão com o saco cheio desses fulanos.

Repito: São Paulo é ativa e pragmática - não ideológica!

Abraços, Pietro N-Dellova




domenica 29 aprile 2018

LULA NÃO É A OPOSIÇÃO EXTREMA AO BOLSONARO, por Pietro N-Dellova




LULA NÃO É A OPOSIÇÃO EXTREMA AO BOLSONARO
por Pietro Nardella-Dellova
 

Amigos e amigas, diferentemente do que a rede midiática apresenta (como ração diuturna e idiotizante!), o sr Bolsonaro não é a oposição ao sr Lula. Lula não é a oposição ao Bolsonaro e, ambos, não estão em polos extremos. Só um imbecil pode pensar isso, e somente um imbecilizante (como a rede midiática) pode propor esta asneira.

 

Bolsonaro é, pelas suas falas e comportamentos, um fascistóide, um racista, um homofóbico, uma misógino e faz apologia ao estupro (dois desses crimes já o tornaram réu e denunciado no STF!), além de ser um fulano sombrio sem qualquer condição intelectual, moral e ética para propor qualquer tipo de diálogo político. Bolsonaro é de extrema Direita, e seria pleonasmo vicioso dizer: “extrema Direita burra”!

 

Lula, por sua vez, neste momento, tem contra si uma pesada Sentença criminal em Primeira Instância (13ª Federal de Curitiba), confirmada pela Segunda Instância (TRF-4), esperando, ainda, a Terceira (e última) Instância (STJ e STF) se manifestar a respeito. Só há TRÊS Instâncias no sistema judiciário brasil(eiro). Talvez os crimes de Lula sejam finalmente provados, e a Sentença definitivamente confirmada, o que o torna um (constitucionalmente!) condenado (Art. 5º, LVII, CF/88) e legalmente não candidato. Mas, concordamos todos, Lula não é de extrema Esquerda (nem na lua!) e, há dúvidas razoáveis de que seja sequer de Esquerda: tudo indica, pelos seus dois governos, que ele está muito mais ao Centro! De qualquer forma, sabemos que contra ele não pesa acusação (investigação ou denúncia) de racismo, misoginia, homofobia, estupro ou apologia ao estupro etc... Seus crimes, se provados, tornam-no criminoso em outra área!

 

Uma eventual candidatura de Bolsonaro não tem a de Lula como seu oposto – isso é ridículo! O perfil dos eleitores de Bolsonaro é marcado por um desespero doentio, por uma represada misogia, homofobia, moralismo, autoritarismo, e ódio explícito por qualquer movimento social emancipatório. Bolsonaro é isso, e desperta isso, pois seus eleitores não têm qualquer perspectiva na política, aliás, qualquer perspectiva em uma sociedade civilizada e democrática, mas, aprisionados ao próprio abismo de ódio e de rancor, apoiam-no para fazer valer o abismo, o ódio e a violência.

 

O que está no oposto extremo de Bolsonaro, aliás, o que disputa com ele as eleições?

 

No oposto a Bolsonaro, estão os votos nulos, brancos ou não votos. É a mesma entidade que ganhou de Dória na Eleição à Prefeitura de São Paulo (e vai ganhar outra vez, agora, na disputa ao governo estadual!). Os votos brancos, nulos e não votos, opõem-se à política, e ao estado terminal da política brasil(eira), mas não carregam ódio ou rancor (no máximo, caracterizam-se pela indiferença!). Os brancos, nulos ou não votos, assim como os eleitores de Bolsonaro, vêem na política (e na Eleição) algo sem sentido, mas, diferentemente dos eleitores de Bolsonaro, os brancos, nulos e não votos, não querem destruir ninguém, não querem espancar ninguém, não querem estuprar ninguém nem fazem qualquer apologia à tortura ou culto aos militares.

 

É isso. De um lado, há desesperados, plenos de ódio e abismo, com (e por) Bolsonaro. Na outra ponta, há a entidade de "brancos, nulos e não votos". Fora disso, Lula, Alckmin (seria melhor, quem sabe, FHC), Ciro Gomes, Marina, Álvaro Dias, e alguns poucos outros candidatos, estão mais ao Centro, com pouca (mas, alguma) variação na política econômica e variação nas políticas públicas entre eles.

 

Pietro Nardella-Dellova

 


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lunedì 2 aprile 2018

Resumo da Semana: OS LINCHADORES DA DEMOCRACIA E OS PORTADORES DE IDEIAS FIXAS DOENTIAS, por Pietro Nardella Dell'ova

Resumo da Semana: OS LINCHADORES DA DEMOCRACIA E OS PORTADORES DE IDEIAS FIXAS DOENTIAS
por Pietro Nardella-Dell'ova
Hoje, por acaso, ouvi um comentário do jornalista Ricardo Boechat, lamentando, questionando e, em determinados momentos, colocando a PGR e o STF sob "suspeita", porque os dez detidos (prisão temporária), sob autorização do Min. Barroso, STF, a pedido de Raquel Dodge, PGR, foram liberados no final de semana, mais ou menos, dois dias depois de terem sido presos. Entre eles, dois antigos amigos de Temer!
O jornalista lamentou pelo motivo errado (e, imperdoavelmente, bem raso). Deveria, sim, ter lamentado, não pela soltura, mas pela anterior ordem de prisão, absolutamente desnecessária e ilegal e, lógico, inconstitucional, já que nenhum deles estava fugindo ou negando-se a depor.
A fala de Boechat, que foi a mesma de outros tantos, a começar pelos "comentaristas da Globo", é doentia. Eles querem prisão, têm insaciável fome de prisão, e falam do alto de um moralismo babaca a fazer inveja aos piores Estados antidemocráticos, autoritários e teocráticos. Se houvesse fogo como pena, defenderiam o fogo sobre os suspeitos.
Bem, fica aí meu breve comentário. As prisões autorizadas pelo Min Barroso foram desnecessárias, e expressa a sede de justiceiro do Ministro, a gritaria e urros dos jornalistas. Todos apontando para a prisão, seja ela qual for, para quem for, em que momento for, ainda que para um miserável idoso carcomido e, neste momento, apenas investigado. Na verdade, insisto, o problema não está em soltar quem fora preso para depor, mas, ao contrário, o problema muito grave é que tenha sido preso, inconstitucionalmente, para depor!
O Brasil, enfim, está ficando inviável como sociedade democrática e solidária. É, infelizmente, um aglomerado de zumbis (com celulares à mão), uma guerra de todos contra todos! No meio da semana, a "cartinha" que centenas de Juízes e Procuradores assinaram e encaminharam ao STF, exigindo prisão, ainda que não haja "trânsito em julgado" de uma sentença condenatória, somado ao jejum fundamentalista de Dallagnol (o babaca do PowerPoint) para "Deus" prender Lula, é o transbordamento dessa gosma acrítica e autoritária que caracteriza o país desde o final das Eleições de 2014, e, em seguida, a bateção de panelas, o pato amarelo, o impeachment e a destruição do Projeto democrático. Uns e outros são linchadores, antidemocráticos, e portadores de ideias fixas, no caso, ideia fixa de prisão - o que demonstra, por si só, a incapacidade absoluta de discernimento.
[Pietro Nardella-Dell'ova]
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martedì 20 marzo 2018

LEGADO JUDAICO, por Pietro Nardella-Dellova

LEGADO JUDAICO
(por Pietro N-Dellova)
Foi-me perguntado certa vez, e me recordei disso hoje ao dialogar com um Professor, se no Judaísmo "pregamos" alguma Teologia. À época respondi, e hoje reafirmei, que no Judaísmo não pregamos coisa alguma e que, no mais das vezes, sequer há uma Teologia. Aliás, sequer há um Theos (essa perturbação greco-romana!) em função do qual se possa realmente criar uma Teologia. Judaísmo é outra coisa!
Mas, se não pregamos coisa alguma, se não há realmente uma Teologia e, na perspectiva judaica, as "Forças da CrEação" (com "e" mesmo) não exigem qualquer tipo de propaganda e, muito menos, incentivo à "conversão", qual o legado judaico?
O primeiro, e talvez maior legado, é a responsabilidade com o processo de humanização, com os movimentos emancipatórios e, também, com os Direitos Humanos. A vida judaica, e o modo de ser judaico, não passam por "cartilhas", "catequeses" ou "escolas dominicais". Não se trata de "fé", mas de experiência histórica.
E, por isso mesmo, em face desta experiência histórica milenar quase sempre de caráter libertário, de quebra de correntes e de luta pela vida, cada Judeu carrega uma responsabilidade com a defesa inegociável de cada um dos mais simples direitos humanos (se é que podemos dizer que algum direito humano seja mesmo simples!). Para um Judeu defender qualquer bandeira "direitista" e "apoiar" qualquer fascistoide é preciso que tenha se esvaziado de uma tradição e esteja, não no sentido religioso, mas no sentido cultural, assimilado até os ossos de tudo o que não presta no mundo capitalista, capitalista financeiro, no comunismo autoritário e nacionalismos exterminadores.
Enfim, eu consigo negar qualquer "Força da CrEação". Eu consigo me opor a qualquer divindade. Eu consigo me recusar a falar de qualquer "Deus" ou, se quiserem, "D-us", mas, não consigo negar a escravidão do Egito, os Amalequitas, a Babilônia, os Medo-Persas, Hamã, os Romanos, A Igreja Católica (antissemita), Lutero (antissemita), os Pogroms, as Expulsões espanholas, as Perseguições luteranas, o Fascismo, o Nazismo, o Stalinismo... São estes fatos que me fazem "Judeu", e por conta deles, me posicionar como "Judeu"!
Não é apenas pelo direito do Judeu viver, mas pelo direito de qualquer pessoa viver, e viver na plenitude de sua humanidade - este é o legado judaico, e não uma qualquer Teologia! E, assim, para que qualquer pessoa viva, e viva na plenitude de sua humanidade, é na Esquerda (nunca na Direita!) que encontramos saída. O máximo que é permitido a um Judeu descer e ter como base, tendo em vista sua história, é no contexto dos Direitos Humanos (que não é a certeza de plena humanidade, mas um ponto de partida para todos e todas!).

[Pietro Nardella-Dellova]

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venerdì 16 marzo 2018

Resumo da Semana: MEU ÓDIO VISCERAL CONTRA A DESEMBARGADORA MARILIA CASTRO NEVES, TJRJ - por Pietro Nardella-Dell'ova

Resumo da Semana: MEU ÓDIO VISCERAL CONTRA A DESEMBARGADORA MARILIA CASTRO NEVES, TJRJ 
por Pietro Nardella-Dell'ova

Poucas vezes eu sinto ódio, ódio visceral. Mas, quando vejo uma branca, juíza (sem concurso), da zona sul, banhada de perfume francês, ganhando quase 100 mil reais por mês, com um cachorrinho nos braços, cuspindo de modo miserável sobre o trabalho de duras lutas sociais de uma negra, favelada e sem cachorrinho, cheirando a suor de gente humilde, e sem qualquer recurso, bem como escarrando sobre seu corpo assassinado e difamando-o violentamente, sinto o ódio visceral, um ódio destrutivo, um ódio que reservo contra exploradores, contra gente canalha, contra patifes ilegitimamente vestidos de toga, contra roubadores históricos do povo e criadores da violência e da miséria. 

Eu não tenho, infelizmente, uma única gota de sangue negro, mas me sinto imerso, banhado, envolvido e vivificado com este sangue de gente que luta diuturnamente apesar da oposição e do desprezo de elites brancas, togadas, da zona sul, fedendo a perfume francês, ganhando quase 100 mil reais por mês e com um cachorrinho artificial nos braços.

O caso da Desembargadora, TJRJ, com sua desprezível fala, imediatamente após a execução da Marielle, quando eu ainda estava vomitando por perder uma combatente dos direitos humanos, despertou em  mim esse ódio, esse ódio visceral, que não gostaria de sentir nesse momento. Desejo à Desembargadora as dez pragas do Egito (menos uma)! 

NOTA 1

Foi com Juízes vagabundos, nazistas, fascistas e BRANCOS, que começou a prisão, condenação, execução e, finalmente, o extermínio de Judeus (meus Judeus!) desde as Leis de Nuremberg em 1935. 

NOTA 2 

Meu ÓDIO não é o mesmo ódio da Desembargadora, o mesmo que ela sente por lutadores dos direitos humanos. Eu jamais cairia nessa coisa. Meu ÓDIO tem outra dimensão, outra origem e outro impacto e, para entendê-lo, em toda a altura e toda a dimensão, em largura e profundidade, vocês precisariam visitar, e aprofundar-se, em Mario de Andrade, em Oscar Wilde, em Antonio Gramsci, em Proudhon, em Bakunin, em Zumbi dos Palmares, em Moisés, em Simon Wiesenthal. Meu ódio não é o ódio que essa miserável Desembargadora sente por pobres e negros. Não se equivoquem. 

Pietro Nardella-Dell'ova 

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giovedì 15 marzo 2018

A EXECUÇÃO DE MARIELLE FRANCO (por Pietro N-Dellova)

 A EXECUÇÃO DE MARIELLE FRANCO
(e reflexões sobre grupos, apropriação, fascismo e petismo)
A brutal execução da jovem militante dos Direitos Humanos, Marielle Franco, lança algumas luzes para reflexão. Proponho algumas, mas (eu disse: mas!) há, e haverá, outras. A brutalidade desse assassinato é por demais ruidoso para ficar apenas com alguns pontos de vista! Proponho alguns e respeito o de outras pessoas.
De início, é bem expressivo que ela estivesse filiada ao PSOL, Partido pelo qual foi eleita Vereadora da Cidade do Rio. O PSOL é uma das poucas reservas de ética à esquerda (à direita, qualquer direita, não há qualquer reserva moral, ética, jurídica ou econômica). O PSOL reúne vários militantes que saíram (ou foram expulsos) do PT, exatamente pelo monstro incompreensível que se tornou este Partido.
Muitos postaram mensagens sobre esta "execução". Sabemos que os mandantes e mandatários do bárbaro crime estão ligados às forças de segurança (principalmente, agora, sob intervenção federal-militar). Não são traficantes ou bandidinhos comuns que tiraram a vida da militante. São, ao contrário, aqueles que se incomodam com o Estado de Direito!
Mas, no meio das muitas postagens (por boa-fé ou má-fé, ou simplesmente repetição burra e osmótica), li mensagens do tipo: "...negra, mulher, lésbica, da comunidade tal...". Parece-me apropriação do corpo (e alma) absurda de Marielle Franco. Os Partidos a levarão para seus comícios e cada grupo, em sua própria limitação, tentará, ao máximo, valorizar cada aspecto da vida de Marielle.
Lembro que Marielle Franco era, sim, negra, mulher, lésbica. E cada um destes aspectos faz parte de uma legítima luta emancipatória, mas ela não morreu por ser negra, mulher ou lésbica. Ela morreu por algo mais amplo, maior, a saber, por ser militante dos Direitos Humanos. Os grupos (legítimos) tentarão levar Marielle para sua tribo... Terrível erro!
Não apenas por ser militante de Direitos Humanos, como sói acontecer com palestrantes, professores e debatedores (incluo-me entre estes), ou com carregadores de placas e faixas nas vias públicas em protesto (até justo, mas inócuo) que começa em um ponto da cidade e termina n'outro, com cachaça e maconha, samba e sexo! E, muito menos, fazedores de memes e posts nas redes sociais, mormente, Facebook. Marielle era outro tipo de militante.
Os palestrantes babadores para públicos selecionados, os professores devoradores de gizes "críticos" e os debatedores fazem os fascistas e nazistas rirem, rirem ao extremo. Aliás, são mesmo financiados pelos tais, tendo em vista que, por incapacidade de luta real, não oferecem qualquer risco. Por outro lado, carregadores de placas e faixas são, igualmente, financiados e são, inclusive, importantes para "dar uma cara de democracia" ao ambiente de fascismo. Por último, entre os mais inexpressivos e superficiais, estão os fazedores de memes e postadores de "qualquer urro" no Facebook. Marielle estava além disso tudo. Ela combatia no espaço real a todo tipo de esmagamento e violência. Ela, sim, ofereceria risco suficiente para que os "donos" do Rio (que não são os traficantes vendedores de ervas e químicos) decidissem pela sua execução.
Marielle lutava não apenas por ser negra, ou por ser mulher, ou por ser lésbica. Lutava contra o Estado fascista instalado no Brasil desde o impeachment, momento em que, rasgada a Constituição Federal, abriu um incontrolável "modus" fascista. É luta pra gente grande.
Lembro que nós, Judeus, cometemos erro semelhante ao considerar o nazismo como exclusivamente contra a comunidade judaica. O nazismo e o fascismo, seu pai, esmagam quaisquer pessoas, entre as quais, Judeus.
Por último, antes que o mundo assuma de vez que é idiota, atribuo ao PT e, em especial, ao Lula, muito da responsabilidade do que ocorre hoje. Lula facilitou a abertura das portas desse abismo chamado "Estado Fascista". Fez por ser mau? Não. Fez por ser corrupto? Não. Fez, sim, porque de modo irresponsável esqueceu-se da luta de classes, do poderio financeiro e, sobretudo, porque esqueceu-se que dos seus coligados, da direita, não poderia jamais ter algo de bom. A direita é assassina por natureza, e Lula não entendeu isso.
Enfim, o "status" de barbárie instalou-se definitivamente. Com a intervenção federal-militar no Rio, fica mais evidente. O Brasil é hoje, por qualquer ângulo que se considere, um país fascista que encontra, por desgraça, em seus Três Poderes, modos e trejeitos fascistas!
(Pietro Nardella-Dellova)

sabato 10 marzo 2018

URGENTE: PROCURAM-SE ESTUDANTES, PROFESSORES, ADVOGADOS, JUÍZES, PROMOTORES DE JUSTIÇA, PROCURADORES, DELEGADOS DE POLÍCIA (por Pietro N-Dellova)



URGENTE: PROCURAM-SE ESTUDANTES DE DIREITO, ADVOGADOS, JUÍZES, PROMOTORES DE JUSTIÇA, PROCURADORES, DELEGADOS DE POLÍCIA

Procuram-se Estudantes para este país (presente e futuro), que não sintam tesão e irresistível atração por resumos, sinopses, colagem, celulares e, desnudos de inteligência, apenas babem em festas sem fim!

Estudantes militantes, procuram-se! Que consigam, ao mesmo tempo, devorar livros e fazer sexo, beijar de língua falando de política e gozar, gozos multifacetados, com a liberdade de quem conhece História, Direito, Filosofia, Sociologia, Economia, Literatura e Geografia!

Estudantes de quaisquer áreas que sintam vergonha, ao menos, por não conhecerem História, Direito, Filosofia, Sociologia, Economia. Literatura e Geografia! Procuram-se Estudantes que não sejam “fakes”!

Procuram-se Professores decentes, que não sejam missionários, mas provocadores de almas e cérebros. Procuram-se Professores que tenham formação plural e lutem, lutem incessantemente, contra paredes, obstáculos, limitadores, castrações, discursos retilíneos e processos de aprisionamento de Estudantes. Procuram-se Professores, urgentemente, que não sejam fakes e serviçais dos mercenários da Educação!

Procuram-se  Advogados para o país (de hoje) que não olhem para quem deles precisar como se os mesmos fossem “frango assado” (tipo papa léguas e coyote); Procuram-se Advogados que, inicialmente, conheçam - e bem - o Sistema Jurídico, inclusive nas entrelinhas, mas, que tenham deixado páginas e páginas de Direito, História, Filosofia, Sociologia, Economia, Literatura e Geografia, reviradas, riscadas, anotadas, marcadas – e que jamais tenham lido quaisquer resumos ou sinopses! Procuram-se  Advogados que saibam falar e escrever, e que nunca tenham plagiado alguém, nem usado o nome de alguém. Advogados que saibam, não apenas teoricamente, mas, na prática, a diferença entre “Lei” e “Direito”, entre seres humanos e clientes, entre desespero e necessidade, entre injustiça e tempo, entre vida e morte! Procuram-se Advogados que não sejam “fakes”!

Procuram-se Juízes que saibam tudo o que estes Advogados souberem e que nunca, nunca mesmo, tenham medo do CNJ! Juízes que saibam a diferença entre “amanhã” e “hoje”, e que nunca, nunca mesmo, permitam aos cartorários redigirem suas sentenças Juízes que não sejam “fakes”, procuram-se Juízes que não sejam “fakes”, desesperadamente!

Procuram-se Promotores, Procuradores e Delegados de Polícia que saibam tudo o que estes Advogados souberem e que saibam, ainda, tudo o que estes Juízes pensarem, além de terem a exata noção entre o que seja “público” e “privado”! Procuram-se Promotores, Procuradores e Delegados de Polícia, que não frequentem tanto lojas de ternos, mas entrem, insistentemente, nas favelas, ocupações, prisões, cadeias e setores de licitações. Promotores, Procuradores e Delegados de Polícia que não sejam “fakes”

A diferença entre os Estudantes, Professores, Advogados, Juízes, Promotores, Procuradores e Delegados de Polícia, que se procuram, urgentemente, e os “fakes”, que existem aos montões, é que aqueles conhecem profundamente o Direito, História, Filosofia, Sociologia, Economia, Literatura, Geografia e amam, com certeza, Fernando Pessoa, enquanto estes, conhecem bem, e “invejavelmente”, resumos, sinopses, colagens, celulares e outras tecnologias e amam, lógico, Steve Jobs!

© Pietro Nardella-Dellova, (texto de 2012) in trecho de INFLEXÕES ANÁRQUICAS E ALGUMA POESIA NO UMBIGO DA MULHER AMADA. 2014 (no prelo)


 

venerdì 9 marzo 2018

O ALUNO DE DIREITO, TAMBÉM PEDREIRO! (por Pietro Nardella Dellova)

O ALUNO DE DIREITO, TAMBÉM PEDREIRO!

Assumi uma turma de Primeiro Semestre, com Direito Civil. Foi o primeiro dia de aula, e, logo na primeira Carteira, um Estudante, diria, um jovem senhor (talvez, uns 45 anos), mostrava-se radiante, sorriso largo, olhos vívidos. Depois que comecei a expor as bases do meu Direito Civil-Constitucional ele não se conteve, e disse: 

- É isso, Professor, é isso, estou emocionado com tudo isso. 
- Com o que exatamente, meu caro?
- Ouvir o senhor, estar aqui nesta Carteira, era meu sonho cursar Direito...
- Que bom, fico feliz com isso...
- Professor, eu preciso tirar uma foto e mandar para minha mãe, para ela ver que estou aqui, ela mora no Ceará, e nem pode imaginar que estou fazendo Direito. 
- E você trabalha em quê, meu caro?
- Sou pedreiro, Professor...

E foi-se uma semana... No segundo encontro, o aluno - também pedreiro,  trouxe vários livros que comprou no sebo, e pediu que eu visse e dissesse algo sobre os livros. Ainda ele estava radiante... Disse-me:

- Professor, estou tão orgulhoso, tão feliz, o senhor não sabe o que significa para mim poder estudar aqui... estou honrado em ter o senhor como Professor...
- Eu imagino, meu caro, eu imagino. Mas, sou eu quem fica honrado em ter você por aqui. Você traz dignidade para esta Casa do Direito. E, guarde o que vou lhe falar: o Direito precisa mesmo de pedreiros, de construtores, de gente que sabe o que é construir uma casa, o que é construir uma ponte, o que é construir um caminho, enfim, o Direito precisa mesmo de gente digna, como você, e, sobretudo, de gente que pretende fazer a própria mãe feliz...

Ele saiu, com olhos lacrimejantes. Eu saí, com olhos lacrimejantes...

(Pietro Nardella-Dellova) 

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lunedì 5 marzo 2018

QUANDO O ANTISSIONISMO É ANTISSEMITISMO E O SIONISMO É ANTI-ISLAMISMO (por Pietro Nardella-Dellova)

QUANDO O ANTISSIONISMO É ANTISSEMITISMO E O SIONISMO É ANTI-ISLAMISMO
Há um tipo de antissionismo por parte de árabes e de palestinos que, no exato contexto político, econômico e histórico, até se explica e se justifica. É admissível, ou seja, dá para dialogar. Mas, quando essa bandeira do antissionismo é levantada por qualquer um sem qualquer consideração crítica, especialmente os de fora, tenho visto - e parece indiscutível, tratar-se de antissemitismo (ódio e repulsa aos Judeus). Há grupos que, por osmose ou falta de conhecimento, defendem e abraçam o antissionismo, e, realmente, não disfarçam mais seu antissemitismo. Por isso mesmo, muitos desses antissionistas atacam Judeus em qualquer parte do mundo. É muito pouco dizer-se antissionista apenas para defender palestinos; é preciso dizer, e demonstrar, que tipo de antissionista se predente ser!
Por outro lado, há vários que se dizem "sionistas" ou defensores do "sionismo" e, da mesma forma, quase não conseguem esconder seu ódio e desprezo por árabes e muçulmanos. São, na verdade, anti-árabes e anti-islâmicos (ódio e repulsa por Árabes e Muçulmanos). Por isso mesmo, muitos desses sionistas atacam árabes e muçulmanos em qualquer parte do mundo. Mas, há sionismos em termos históricos e políticos que podem ser trazidos para a mesa do debate. É muito pouco ser sionista apenas para defender israelenses; é preciso dizer, e demonstrar, que tipo de sionista se pretende ser.
Enfim, há um limite para a criticidade proativa e construtiva, há um limite para se defender ideias, propor, contestar e até bater na mesa. Porém, ficar de um lado ou de outro, sem qualquer ponderação, demonstra apenas os ódios represados, os rancores sonoros, o antissemitismo (ódio e repulsa aos Judeus), o anti-islamismo ou anti-arabismo (ódio e repulsa a Muçulmanos e Árabes) e, desde logo, a antessala do extermínio.
Pietro Nardella-Dellova
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Pink Floyd Greatest Hits Full Playlist 2017 | The Best Songs Of Pink Floyd

PRIMEIRA AULA OU, O PORQUÊ DOS DIREITOS HUMANOS (por Pietro N-Dellova)

O PORQUÊ DOS DIREITOS HUMANOS

Na primeira aula de Direitos Humanos, logo nos primeiros minutos, eu disse aos Estudantes:

Senhores e senhoras Estudantes, algumas coisas não sossegam nem morrem jamais, a saber, a exploração do homem pelo homem, o esmagamento das minorias, o desprezo pela mulher (e ao que se referir à mulher) e o fascismo (de qualquer governo e ideologia). São perpétuos! Por isso mesmo, não podem sossegar nem morrer os Sistemas de Direitos Humanos. Trata-se, não da melhor arma, mas da que temos à mão, para uma diuturna resistência e incansável luta, digo resistência e luta perpétuas!


E, assim, foi-se a primeira aula...


Pietro Nardella-Dellova


 

domenica 4 marzo 2018

LUTAS E PARCERIAS NA LUTA (por Pietro N-Dellova)


LUTAS E PARCERIAS NA LUTA

Na luta contra o fascismo, antissemitismo, anti-islamismo, nazismo, stalinismo, autoritarismo, intolerância religiosa, misoginia, machismo, femismo, racismo, militarismo, exploração, violência contra diversidades sexuais, e destruição de direitos sociais, vale a solidariedade de quaisquer pessoas inteligentes e humanistas. Não é uma bandeira exclusivamente da esquerda. Seria muita pretensão e arrogância da esquerda afirmar isso.

Aliás, contra tudo isso, qualquer força proativa e emancipatória é bem-vinda, porque o pensamento diverso, no contexto democrático, é possível suportar e transformar em objeto de diálogo e debates. Mas, o fascismo, o antissemitismo, o anti-islamismo, o nazismo, o stalinismo, o autoritarismo, a intolerância religiosa, a misoginia, o machismo, o femismo, o racismo, o militarismo, a exploração, a violência contra diversidades sexuais, e a destruição de direitos sociais, são atos-fatos insuportáveis. Neste caso, não se trata de pensamento, mas de ação destrutiva.

Pietro Nardella-Dellova

EM ALGUNS CASOS, SERIA MAIS RESPEITOSO O SILÊNCIO DO STF (por Pietro Nardella-Dellova)

EM ALGUNS CASOS, SERIA MAIS RESPEITOSO O SILÊNCIO DO STF

Onze pessoas, Juízes e Juízas, não têm nada a dizer sobre meu corpo, minha sexualidade, minhas relações amorosas, meu pensamento, minhas reflexões, minha honra, minha imagem, enfim, sobre minha privacidade e minha intimidade. O melhor seria que se calassem sobre algumas questões, e o silêncio fosse tratado como "coisa julgada".

Se precisasse que dissessem algo, eu seria um cão - não um ser humano livre! Se os procurasse para dizer algo, assumiria ser cão dependente de ração judicial.

Percebo que meus amigos e amigas, infantilmente, comemoram várias falas do STF, como se realmente o STF pudesse dizer a última palavra sobre o que respeita a cada pessoa. Não, o STF não pode dizer a última palavra sobre questões pessoais, individuais, privadas e íntimas, exceto se assumirmos viver em um canil - um grande, fedorento e barulhento canil!

Pietro Nardella-Dellova
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